Arquivo da categoria: Urna eletrônica

Eleições por smartphone começam a ganhar espaço nos Estados Unidos

Eleitores do Condado de King, em Washington, poderão decidir quem serão seus representantes políticos através de uma votação realizada por smartphones. A região que abriga a cidade de Seattle é a primeira do país a adotar os dispositivos móveis como urnas digitais.

Conforme reportado pelo The Verge, a plataforma de votação que será usada para escolher as pessoas que farão parte do Conselho de Supervisores da região foi desenvolvida pela organização não-lucrativa Tusk Philanthropies em conjunto com a empresa de tecnologia Democracy Live.

Leia a íntegra no site da Revista Exame.

Imagem: UOL Notícias

Guia sobre segurança do voto eletrônico ganha versão digital

O guia impresso “Segurança do Voto – Sistema Eletrônico de Votação e Apuração: segurança da informação e fiscalização pela sociedade” está agora disponível em versão digital. O material foi produzido no final de 2019 pela Coordenadoria de Gestão da Informação (COGIN) da Secretaria Judiciária do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS). Desde 17 de janeiro deste ano, a equipe tem distribuído o informativo às zonas eleitorais e secretarias do Tribunal.

A publicação traz informações sobre os principais mecanismos de segurança e fiscalização do voto eletrônico. Também conta com uma seção de perguntas e respostas que reúne os questionamentos mais observados em meios de comunicação. Na página de “Apresentação” do informativo, a presidente do TRE-RS, desembargadora Marilene Bonzanini, destaca que “o momento atual reclama que prestemos informações e esclarecimentos fundamentados sobre o funcionamento e a segurança do sistema eletrônico de votação e apuração”. Ela contextualiza ao escrever que as Eleições Gerais de 2018 impuseram “enormes e inesperados desafios à Justiça Eleitoral” devido às notícias falsas.

Entre os assuntos explicados no guia, estão: Teste Público de Segurança, criptografia, votação com identificação biométrica do eleitor, transmissão dos votos e apuração dos resultados. O material digital pode ser acessado clicando aqui.

Fonte: Imprensa TRE-RS

Foto: TSE

TSE aprova todas as resoluções das eleições municipais de 2020

Todas as resoluções que disciplinarão as eleições municipais de 2020 já foram aprovadas pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral. Os textos regulamentam dispositivos da legislação e sinalizam a candidatos, partidos e cidadãos às condutas permitidas e vedadas durante o processo eleitoral.

Antes de serem aprovadas em plenário com as devidas alterações, as minutas foram discutidas em audiência pública para receber sugestões de partidos, de organizações e da sociedade civil. Confira abaixo as principais mudanças.

Leia a íntegra no site ConJur.

Foto: TSE

Aprovadas as primeiras resoluções das Eleições 2020

Plenário analisou quatro instruções na manhã desta quinta-feira (12)

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovaram nesta quinta-feira (12) as primeiras resoluções que vão disciplinar as próximas eleições municipais, marcadas para o dia 4 de outubro de 2020. Foram analisadas as minutas que tratam de Pesquisas Eleitorais; Cronograma Operacional do Cadastro Eleitoral; Modelos de Lacres; e Procedimentos de Fiscalização e Auditoria do Sistema Eletrônico de Votação. O relator das instruções é o ministro Luís Roberto Barroso, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Pesquisas Eleitorais

A partir do dia 1º de janeiro, toda pesquisa de opinião pública que envolver as eleições ou candidatos deve ser previamente registradas na Justiça Eleitoral por meio do Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle). Esse registro deve ocorrer em até cinco dias antes da divulgação. As regras estão disciplinadas na legislação eleitoral e detalhadas na resolução aprovada hoje. Entre as novidades incluídas na norma, está uma sugestão da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) para fixar um marco a partir do qual é admitida a retirada de um candidato da pesquisa. Sendo assim, o texto passa a determinar que o candidato cujo registro seja indeferido, cancelado ou não conhecido somente poderá ser excluído da pesquisa quando cessada a condição sub judice, ou seja, quando houver um julgamento definitivo sobre o seu pedido de registro. Essa novidade foi incluída no parágrafo 1º do artigo 3º da resolução.

Cronograma Operacional do Cadastro Eleitoral

De acordo com o ministro Barroso, essa resolução, por sua natureza eleitoral, é editada a cada pleito e, portanto, a regulamentação é restrita às Eleições Municipais de 2020. Em comparação às resoluções dos pleitos anteriores, as modificações realizadas se referem ao aperfeiçoamento das boas práticas das funções desempenhadas pelos órgãos e servidores da Justiça Eleitoral.

Modelos de Lacres

Essa resolução detalha os modelos de lacres e envelopes padronizados pela Justiça Eleitoral para garantir a inviolabilidade das urnas e das mídias a serem utilizados nos equipamentos eletrônicos – mais um fator de segurança que garante a lisura do processo eleitoral. Segundo o relator, a única modificação diz respeito à criação de um anexo que trata dos procedimentos de utilização dos lacres e do envelope de segurança. O ministro Barroso agradeceu “ao corpo técnico do TSE, que processou uma quantidade relevante de informações apresentadas durante as audiências públicas”.

Auditoria do Sistema Eletrônico de Votação

As regras para a fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação também foram aprovadas na sessão desta quinta. Essa resolução disciplina as fases de cerimônia da assinatura digital e lacração dos sistemas, o boletim de urna, o registro digital do voto e a auditoria dos sistemas, entre outros procedimentos de segurança. Entre as principais novidades dessa resolução, está a ampliação do número de entidades fiscalizadoras para permitir a participação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Tribunal de Contas da União (TCU), das Forças Armadas, de Institutos Estaduais de Criminalística, de entidades privadas sem fins lucrativos com atuação em transparência e gestão pública e de departamentos de Tecnologia da Informação de universidades.

Nesse ponto, a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, destacou que essa resolução é uma das mais importantes porque trata da transparência do processo eleitoral e afasta o mito da inauditabilidade das urnas eletrônicas. “Louvo, em especial, a inclusão e a ampliação do número de entidades que vão exercer atividade fiscalizatória durante o pleito, porque isso amplia a transparência e nos dá enorme tranquilidade, já que teremos o maior número de olhos voltados para os procedimentos que adotamos”, disse a magistrada.

Além disso, foram acatadas as sugestões de criação de um glossário para a definição dos principais termos técnicos utilizados, além da alteração de escopo da resolução a fim de que as entidades possam compreender melhor os métodos e documentos fornecidos para a verificação dos sistemas.

Resoluções

As resoluções do Tribunal regulamentam dispositivos contidos na legislação e sinalizam a candidatos, partidos políticos e cidadãos as condutas permitidas e vedadas durante o processo eleitoral.

O TSE tem até o dia 5 de março de 2020 para publicar todas as resoluções sobre o pleito, de acordo com o artigo 105 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997).

As minutas de todos os temas que ainda serão analisados pelo Plenário foram discutidas previamente em audiência pública.

Consulte todas as informações no Portal das Eleições.

Assista ao julgamento completo no canal da Justiça Eleitoral no Youtube.

Processos relacionados:

Inst 0600742-06 (PJe)
Inst 0600743-88 (PJe)
Inst 0600746-43 (PJe)
Inst 0600747-28 (PJe)

Fonte: Imprensa TSE

Foto: TSE

Submetidas a ‘hackers’ por 5 dias, urnas eletrônicas têm só duas falhas superficiais, informa TSE

TSE recebeu nesta semana 25 acadêmicos, estudantes e peritos para Teste Público de Segurança. Grupo mudou dados superficiais, mas não conseguiu alterar nome de candidato nem de eleitor.

Um grupo de peritos da Polícia Federal encontrou duas falhas consideradas superficiais no sistema da urna eletrônica durante a semana do Teste Público de Segurança, informou nesta sexta-feira (28) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com o tribunal, as falhas detectadas não alteram a segurança do processo eleitoral.

De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, os peritos conseguiram entrar no sistema que alimenta as urnas eletrônicas com dados de eleitores e de candidatos e com isso quebraram uma barreira de segurança.

Leia a íntegra no site G1.

Imagem: TSE

Investigadores inscritos no TPS 2019 analisam códigos-fonte do sistema eletrônico de votação

Análise dos códigos é uma das fases do teste e oportunidade para conhecer os desenvolvedores das diversas partes do sistema

Dois investigadores da Polícia Federal inscritos no Teste Público de Segurança (TPS) 2019 do Sistema Eletrônico de Votação estiveram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na tarde desta quinta-feira (17) para analisar os códigos-fonte do sistema. Ivo Peixinho e Paulo Hermmann formam com Galileu Batista, que mora no Rio Grande do Norte, uma das equipes de investigadores que participarão do TPS, de 25 a 29 de novembro, na sede do Tribunal, em Brasília.

Ivo Peixinho participa das edições do TPS desde 2009. Para ele, é muito importante acompanhar as inovações que são implementadas no sistema eletrônico de votação a cada eleição, conforme a Tecnologia da Informação evolui com o tempo. “Temos uma preocupação de vir nesta etapa da checagem dos códigos-fonte, para termos a certeza de que as alterações que foram divulgadas foram efetivamente feitas e para compreendermos essa evolução”, explicou. Ele adiantou que o seu time já tem algumas ideias para o seu plano de ataque.

O gerente da Comissão Reguladora do TPS, Cristiano Peçanha, explicou que, nesta fase de pré-teste do TPS, os investigadores inscritos podem vir ao TSE para analisar os códigos-fonte e ter contato com as áreas responsáveis pelas diversas partes que compõem o sistema eletrônico de votação. Hoje, por exemplo, os investigadores da Polícia Federal puderam conversar com os responsáveis pelo desenvolvimento da urna eletrônica e do JE Connect, que é a solução que viabiliza a transmissão dos boletins de urna das seções eleitorais mais remotas até os locais de totalização de votos.

A sua expectativa é a de que o TPS 2019 traga ao TSE uma série de contribuições que tornem o sistema eletrônico de votação ainda mais confiável e seguro. “Estamos lidando com um pessoal muito capacitado, que pode perceber alguma falha ou possível ponto de ataque para, assim, podermos corrigir esse ponto”, observou.

Ele adiantou que, se o TPS indicar alguma vulnerabilidade no sistema, ela será corrigida e, em abril de 2020, os investigadores que a tiverem descoberto serão convocados ao TSE para refazer seus testes a fim de comprovar que a falha foi sanada.

Histórico

Esta é a quinta edição do TPS, realizado desde 2009 pela Justiça Eleitoral, com o objetivo de identificar vulnerabilidades relacionadas à violação da integridade ou do anonimato dos votos de uma eleição. O teste fortalece a confiabilidade, a transparência e a segurança da captação e da apuração dos votos, além de propiciar melhorias constantes no processo eleitoral.

Primeiro em todo o mundo a fazer esse tipo de teste, o TSE abre os sistemas eleitorais para que investigadores tentem quebrar as barreiras de segurança do processo de votação. Ao abrir os sistemas para inspeção e para testes diversos, a Justiça Eleitoral busca o aprimoramento dos mecanismos de segurança do software e do hardware, contando com a visão e com a experiência de outros órgãos públicos, de estudiosos e dos cidadãos em geral.

Acesse a página do TPS na internet.

Fonte: Imprensa TSE

Imagem: TSE

Você sabe o que é o Teste Público de Segurança do Sistema Eletrônico de Votação?

Conheça em rápidos tópicos as principais informações do TPS, que terá nova edição em novembro deste ano

Está marcada para novembro, entre os dias 25 e 29, a realização do Teste Público de Segurança (TPS) 2019 do Sistema Eletrônico de Votação. Trata-se da quinta edição do evento, que ocorrerá em espaço próprio na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.

Mas você sabe o motivo pelo qual o TPS foi criado e qual a sua importância para o aperfeiçoamento do processo eleitoral? Acompanhe as respostas para as principais questões sobre o teste agora!

TPS 1

O Teste Público de Segurança do Sistema Eletrônico de Votação foi criado com o objetivo de fortalecer a confiabilidade, a transparência e a segurança da captação e da apuração dos votos, além de propiciar melhorias no processo eleitoral. O TPS contempla ações controladas com o objetivo de identificar vulnerabilidades e falhas relacionadas à violação da integridade ou do anonimato dos votos de uma eleição.

Podem se inscrever no evento brasileiros maiores de 18 anos que preencham os requisitos definidos no edital e que tenham seus planos de teste aprovados pela Comissão Reguladora do Teste Público. O TSE arca com os custos de passagens e diárias dos inscritos aprovados, ainda que morem no exterior.

TPS 2

 

O primeiro TPS ocorreu em novembro de 2009. Após quatro dias tentando “burlar” as barreiras de segurança do sistema eletrônico de votação com o objetivo de violar o sigilo ou a integridade do voto, os 37 investigadores que participaram daquela edição não tiveram sucesso nos planos de testes executados.

A Justiça Eleitoral brasileira foi a primeira em todo o mundo a abrir os sistemas eleitorais para que investigadores tentassem “quebrar” as barreiras de segurança do processo eletrônico de votação.

TPS 3

Além do TPS 2009, já aconteceram outras três edições do Teste Público: em 2012, 2016 e 2017. O segundo TPS ocorreu em março de 2012 e reuniu 24 participantes. A terceira edição aconteceu em março de 2016 e recebeu a colaboração de 13 investigadores. Já a quarta edição do Teste Público, realizada em novembro de 2017, contou com a participação de 15 inscritos aprovados.

O TPS faz parte do ciclo de desenvolvimento dos sistemas eleitorais de votação, apuração, transmissão e recebimento de arquivos de uma eleição. A Resolução TSE nº 23.444/2015  tornou o Teste Público de Segurança obrigatório. Ele deve ser realizado, preferencialmente, no segundo semestre do ano anterior ao da eleição.

TPS 4

O Teste Público de Segurança é dividido em três fases: preparação do evento, realização dos planos dos investigadores e avaliação dos resultados pela Comissão Avaliadora.

A edição de 2019 traz novidades: um prazo maior para a realização dos testes. Até então, o cronograma trazia um dia de preparação, três dias de teste e um dia de prorrogação do teste, a pedido. Este ano, serão cinco dias de teste, e os investigadores poderão dar início a seus planos de “ataque” logo no primeiro dia.

TPS 5

Os investigadores selecionados para participar têm acesso aos componentes internos e externos do sistema eletrônico de votação – como aqueles usados para a geração de mídias –, lacrados em cerimônia pública, incluindo o hardware da urna e seus softwares embarcados.

A assinatura digital e a lacração dos sistemas garantem que os códigos não sofrerão qualquer alteração até a data do TPS. Este ano, a Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos códigos-fonte ocorreu no dia 14 de outubro.

TPS 6

Quando possíveis falhas são identificadas no sistema pelos investigadores, a equipe da Secretaria de Tecnologia da Informação (STI/TSE) inicia imediatamente o trabalho de correção. Solucionado o problema, os investigadores responsáveis pela detecção das falhas são chamados novamente ao Tribunal, em data posterior ao teste, para verificar a eficácia das correções implantadas.

É sempre importante destacar que todo esse processo ocorre antes das eleições. Tudo para garantir a segurança do sistema de votação!

TPS 7

Toda a programação da edição deste ano do TPS pode ser conferida na página do evento, no Portal do TSE. A edição de 2019 já conta com 17 pré-inscrições aprovadas. A partir de agora, o cronograma estabelece as seguintes etapas: os pré-inscritos deverão encaminhar, até o dia 27 de outubro, formulário preenchido sobre os planos de testes que pretendem realizar no sistema.

No dia 30 deste mês, haverá a divulgação dos nomes que tiveram seus planos aprovados, com a confirmação da inscrição. E, logo após, serão abertos os prazos para a apresentação de recursos relacionados a essa etapa. Vale repetir que o teste será realizado de 25 a 29 de novembro, na sede do TSE, em Brasília.

Fonte: Imprensa TSE

Imagem: TSE