Arquivo da categoria: Condutas Vedadas a Agentes Públicos

Lei Eleitoral proíbe prorrogação sucessiva de programa de recuperação fiscal, diz juiz

Mesmo que se trate de benefício estabelecido em lei editada em ano anterior ao eleitoral, sucessivas prorrogações de prazo para concessão do Programa de Recuperação Fiscal (Refis) pode configurar distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da administração pública, medida proibida pelo artigo 73, parágrafo 10º, da Lei 9.504/97.

Leia a íntegra no site Consultor Jurídico, clicando aqui.

Crédito da imagem: Google / Linked In

O que pode e o que não pode na disputa eleitoral deste ano

Acompanhe a entrevista com o Procurador Regional Eleitoral, André Pimentel Filho

Ouça a íntegra no site da CBN Vitória, clicando aqui.

Crédito da foto: MPF

O que pode e o que não pode na campanha eleitoral deste ano

Por Amilton Kufa

Com as últimas reformas eleitoral e política, mudanças foram implementadas em quase todos os pontos da legislação eleitoral, sendo as principais o denominado “período pré-campanha”, onde não mais se considera como propaganda antecipada (irregular) o ato de se apresentar como pré-candidato e exaltar qualidades pessoais de pré-candidato, desde que não haja o pedido explícito do voto, e o crowdfunding (vaquinha virtual ou financiamento coletivo), que possibilita a arrecadação de recursos para a campanha antes mesmo do registro da candidatura.

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Crédito da foto: ALESP

Eleições 2018: confira proibições a agentes públicos a três meses do pleito

Entre as condutas vedadas estão nomear, contratar ou admitir, demitir sem justa causa ou impedir o exercício funcional de servidor público

A partir deste sábado (07/07), os agentes públicos, servidores ou não, estão proibidos de praticar uma série de condutas passíveis de afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos na eleição deste ano. Essas vedações estão previstas na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e passam a vigorar a três meses do pleito. O objetivo é evitar o uso de cargos e funções públicas em benefício de determinadas candidaturas e partidos.

Pelo artigo 73 da Lei das Eleições, os agentes públicos estão impedidos, nos três meses que antecedem o pleito, de nomear, contratar ou admitir, demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens ou por outros meios dificultar ou impedir o exercício funcional de servidor público. E, ainda, de ofício, remover, transferir ou exonerar servidor público na circunscrição do pleito, até a posse dos eleitos. A lei estabelece 5 exceções, como, por exemplo, a nomeação para cargos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos Tribunais ou Conselhos de Contas e dos órgãos da Presidência da República.

Também estão proibidas nesse período as transferências voluntárias de recursos da União aos estados e municípios, e dos estados aos municípios. A ressalva nesses repasses somente pode ocorrer nos casos de verbas destinadas a cumprir obrigação prévia para execução de obra ou serviço em andamento, com cronograma já fixado, e as utilizadas para atender situações de emergência e de calamidade pública.

É vedada ainda a publicidade institucional dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos federais, estaduais ou municipais, ou de entidades da administração indireta, salvo em situação de grave e urgente necessidade pública, assim reconhecida pela Justiça Eleitoral. Essa regra não vale para propaganda de produtos e serviços que tenham concorrência no mercado.

A três meses da eleição, os agentes públicos não podem fazer pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, fora do horário eleitoral gratuito, salvo se, a critério da Justiça Eleitoral, o pronunciamento tratar de matéria urgente, relevante e que esteja relacionada às funções de governo.

Essas duas últimas proibições atingem os agentes públicos das esferas administrativas cujos cargos estejam em disputa na eleição.

Shows artísticos

Já o artigo 75 da Lei das Eleições proíbe, a partir deste sábado, a contratação de shows artísticos pagos com recursos públicos em inaugurações.

No caso de desrespeito à norma, além da suspensão imediata da conduta ilícita, o candidato beneficiado, agente público ou não, ficará sujeito à cassação do registro ou do diploma.

Para os efeitos do cumprimento dessas vedações, considera-se agente público aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nos órgãos ou entidades da administração pública direta, indireta ou fundacional.

EM/RR

Fonte: Imprensa TSE

Crédito da imagem: TSE

Nota Explicativa: redes sociais no período eleitoral

De 7 de julho até 7 de outubro, todas as postagens nas áreas de interatividade da CGU no Facebook e no Twitter serão moderadas, sendo excluídas aquelas de cunho eleitoral

Em cumprimento à legislação eleitoral, o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) informa que, no período de 7 de julho até 7 de outubro, todas as postagens nas áreas de interatividade do Órgão nas redes sociais serão cuidadosamente moderadas, sendo excluídas aquelas de cunho eleitoral (divulgação de nomes e números de candidatos, siglas e nomes de partidos políticos, slogans de campanhas partidárias), bem como de palavras-chave (eleições, segundo turno ou outras nomenclaturas da espécie). A medida poderá ser estendida até 28 de outubro, em caso de segundo turno.

Aos finais de semana e feriados, serão ocultadas as áreas de interatividade dos perfis institucionais do CGU no Facebook e no YouTube. O motivo é a impossibilidade técnica, nesses dias, de realizar os trabalhos de moderação e intervenção nos comentários antes da publicação. Já no Twitter, por não ser possível a suspensão da área de comentários, bem como eventual exclusão dos mesmos, os usuários que, por ventura, realizarem postagens que firam a legislação eleitoral, receberão resposta padrão, com vistas a terem ciência do ocorrido.

Ressaltamos que o uso de fotos (mesmo as de arquivo), imagens e vídeos, inclusive de conteúdos jornalísticos, que contenham logomarcas, slogans, anúncios, painéis e qualquer conteúdo de natureza similar de governos ou de programas de governo também ficará proibido.

Fundamentação legal: Lei nº 9.504/1997, art. 57-C e Instrução Normativa SECOM nº 1/2018.

Fonte: Notícias CGU

Crédito da imagem: resultadosdigitais.com.br

“A justiça lotérica é inaceitável”, diz Gabriela Rollemberg

Simples exercício do mandato não pode ser interpretado como ato de campanha, critica a advogada

Leia a íntegra no site Jota, clicando aqui.

Crédito da foto: Comunicação do VI CBDE

Em voto na “lava jato”, Celso alerta para gravidade da corrupção governamental

Ao apresentar seu voto pela condenação do deputado Nelson Meurer (PP/PR) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, fez um alerta para a gravidade da corrupção de agentes públicos no país. O ministro é o revisor de todas as ações penais da operação “lava jato”.

Segundo Celso, os procedimentos instaurados no contexto da operação mostram que a corrupção está impregnada em alguns partidos e instituições estatais. Para Celso de Mello, os episódios da “lava jato” junto com o chamado “mensalão” fazem parte da “tentativa de captura do Estado e de suas instituições por uma organização criminosa”.

“Os fatos emergentes da denominada ‘operação lava jato’ sugerem que ainda subsiste, no âmago do aparelho estatal, aquela estranha e profana aliança entre determinados setores do poder público, de um lado, e agentes empresariais, de outro, reunidos em um imoral sodalício com o objetivo perverso e ilícito de cometer uma pluralidade de delitos gravemente vulneradores do ordenamento jurídico instituído pelo Estado brasileiro”, diz o decano, na introdução de seu voto. O pronunciamento no mérito, embora já tenha sido feito na 2ª Turma, ainda não pode ser divulgado, já que o caso foi suspenso e será retomado no dia 30 de maio.

O “contexto de delinquência” revelado pela operação é, na sua avaliação, “um dos episódios mais vergonhosos da história política do país, tão ou muito mais grave do que os substanciados no mensalão”. Celso de Mello assinalou que não se trata de incriminar a atividade política, mas de punir políticos incapazes de exercê-la com integridade e interesse público.

Celso de Mello aponta que o fato de ter sido eleito, não permite ao político utilizar meios criminosos. “Processam-se não atores ou dirigentes políticos e/ou partidários, mas, sim, autores de crimes”, afirma.

“A ordem jurídica não pode permanecer indiferente a condutas de membros do Congresso Nacional — ou de quaisquer outras autoridades da República — que hajam incidido em censuráveis desvios éticos e em reprováveis transgressões criminosas no desempenho da elevada função de representação política do povo brasileiro”, concluiu o ministro, antes de entrar no mérito da ação.

Como o julgamento ainda não encerrou, o ministro ainda não concluiu seu voto. A ação penal em julgamento na 2ª Turma do STF trata da acusação contra o deputado Nelson Meurer e seus dois filhos. Segundo a denúncia, eles receberam R$ 358 milhões em propinas provenientes de desvios de 1% em cada contrato fictício firmado com a Petrobras por meio do doleiro Alberto Youssef entre 2010 e 2014.

Até o momento há dois votos pela condenação dos acusados. Votaram o relator, ministro Luiz Edson Fachin, e o revisor, Celso de Mello.  A previsão é que o julgamento seja retomado na próxima terça-feira (29/5).

Clique aqui para ler a parte introdutória do voto.
AP 996

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Fonte: Revista Consultor Jurídico, 24 de maio de 2018, 19h30