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Mudança no quociente eleitoral enfraqueceu puxadores de votos

Os puxadores de votos para a Câmara dos Deputados perderam um pouco de força nestas eleições, mas continuam existindo. O fenômeno ocorre quando candidatos que têm muitos votos transferem parte deles para colegas de partido ou coligação.

É que para ter direito a uma cadeira na Câmara, o deputado precisa ter um mínimo de votos dado pelo quociente eleitoral. Esse quociente é o resultado do número total de votos válidos dividido pelo total de vagas. Quando um candidato tem mais que isso, o que sobra vai para os demais candidatos da coligação que ainda não atingiram o mínimo.

Só que neste ano, pela primeira vez nas eleições para deputados federais e estaduais, o candidato que recebe os votos tem que ter pelo menos 10% do quociente eleitoral. Isso para evitar que candidatos com votações muito baixas sejam eleitos. Saiba mais sobre a minirreforma eleitoral que trouxe esta e outras mudanças (PL 5735/13).

Sobras
De acordo com o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, o PSL de São Paulo tinha votos suficientes para eleger 17 deputados, mas ficou com 10 cadeiras porque não havia outros candidatos com pelo menos 10% do quociente estadual, ou cerca de 30 mil votos. As sobras são transferidas para outras coligações para que candidatos com votações maiores sejam beneficiados.

Um exemplo de puxador de votos é o deputado reeleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que teve a maior votação do país: 1,84 milhão de votos. Esse total foi seis vezes maior que o quociente eleitoral.

Entenda o cálculo para a eleição de deputados

O professor de Ciência Política da Universidade de Brasília André Borges explica que a mudança favorece o voto em pessoas e não em partidos.

“Votar na legenda com esse novo mecanismo abre o risco de o eleitor desperdiçar o voto dele. Porque, se eu voto na legenda e o partido da minha preferência tem candidatos, votação pulverizada entre muitos candidatos, o risco é esse partido conseguir poucas cadeiras”, disse.

André Borges afirma ainda que infelizmente o sistema é de difícil compreensão para o eleitor comum.

“Os alunos aqui do curso têm dificuldade de entender. Os alunos da UnB. Então você imagina o eleitor médio. É um sistema muito difícil, o próprio sistema de transferência de votos dentro das coligações não é de fácil entendimento. Eu acho que na verdade a maioria das pessoas não sabe para onde vai o seu voto”, disse.

Fim das coligações
O cientista político acredita que o fim das coligações em 2022 trará um pouco mais de transparência ao sistema porque, pelo menos, os votos dados vão ser distribuídos apenas entre os candidatos de um mesmo partido. Hoje, uma coligação de três partidos funciona como se fosse um partido único.

Fonte: Agência Câmara Notícias

Crédito da foto: Senado Federal

Veja quanto pesou o dinheiro das campanhas nas eleições para deputados no RS

Nem todos os líderes em arrecadação conseguiram vagas na Câmara e na Assembleia

Leia a íntegra no site GaúchaZH.

Crédito da foto: Pixabay

Urnas punem políticos que são alvo da Lava-Jato

Apoio do eleitorado se traduziu de forma direta na eleição de alguns candidatos e no afastamento da vida pública da maioria dos investigados da operação contra a corrupção

Leia a íntegra no site GaúchaZH.

Crédito da imagem: TSE

‘Contestação à urna eletrônica se tornou um projeto político’

Objetivo, segundo ex-ministro do TSE Henrique Neves, é abalar a confiabilidade no sistema e nas instituições

Leia a íntegra no site Jota.

Crédito da imagem: TSE

Rede, PC do B e mais 12 siglas são reprovadas nas urnas e correm risco de extinção

Partidos não atingiram critérios mínimos e perderão acesso a fundo partidário

Leia a íntegra no site do jornal Folha de São Paulo.

Crédito da imagem: wilsonvieira.net.br

Democracia ou desrespeito? Os limites da liberdade de expressão

O direito de votar e ser votado é uma das mais importantes conquistas da modernidade.

Por Denise Goulart Schlickmann – Servidora da Justiça Eleitoral, especialista em direito eleitoral.

Em países ditos subdesenvolvidos essa conquista representa um valor inestimável, pois permite ao cidadão participar diretamente da formulação de políticas que possam melhorar suas condições de vida, normalmente repletas de ausências.

O ser humano, político por natureza, ao tempo em que tem o direito de votar e ser votado, tem o direito de expressar livremente sua posição política, mas há limites. E os limites ultrapassam a seara política para alcançar o da sociedade em que se está inserido. Não há argumento político que justifique a simples e banal intolerância ao pensamento contrário, por mais absurdo que ele possa parecer ao pensamento de quem defende o oposto. Da mesma forma que você tem o direito de expressar sua opinião e literalmente fazer campanha em favor do candidato ou partido político de sua escolha o outro também tem. E sem ser julgado ou agredido. Esta é a beleza da democracia!

A propósito, a quem e em que momento foi conferido o bastião da certeza absoluta e da verdade inquestionável? Eu respondo: a ninguém. Sua certeza é sua. E de ninguém mais.

Neste mesmo momento, também instituições sérias e responsáveis são atacadas com o mais espetacular e fantasioso arsenal de argumentos vazios, num eterno e danoso repasse de mensagens falsas, verdadeiras fake news.

O sistema eletrônico de votação brasileiro não se resume à urna eletrônica, que, aliás, não pode ser acessada, simplesmente porque não está conectada a rede alguma. Então, não: “se invadem os computadores da Nasa…” não invadem a urna eletrônica. E o sistema de segurança é complexo, aberto e auditável sim. Inclusive no dia da eleição, quando se executa a votação paralela. Informar-se e comparecer para verificar pessoalmente é possível. E desejável. Ou mesmo consultar o resultado da votação de cada seção, que é imediatamente disponibilizado no próprio local de votação, como tantos o fazem.

E, por último, é importante lembrar do respeito que cabe a cada um, quer por suas posições políticas, quer pelo seu trabalho. As instituições não são prédios vazios. Há pessoas que lá trabalham e emprestam, com a sua dedicação, boa parte de suas vidas. Assim como você não agride, por agredir, o profissional liberal com quem convive ou a instituição ou empresa a que serve, não seja eco vazio a agressões e ofensas gratuitas àqueles que conduzem com seriedade, dedicação e transparência a concretização de um de seus maiores direitos: o de votar e ser votado.

Fonte: Na Pauta Online

Crédito da foto: Agência AL / ALESC

Eleitor votará em dois candidatos ao Senado e voto repetido será anulado

Nas eleições de 2018, são duas vagas de senador em disputa, diferentemente do que ocorreu no pleito de 2014, quando o eleitor escolheu apenas um nome para o cargo.

Isso acontece porque o mandato dos senadores é de oito anos, mas as eleições para o Senado acontecem de quatro em quatro anos. Assim, a cada eleição, a Casa renova, alternadamente, um terço e dois terços de suas 81 cadeiras. Este ano 54 vagas estão em disputa.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, os dois votos têm pesos iguais. Não existe prioridade para o senador em razão do eleitor votar primeiro em um e depois em outro candidato. O número dos candidatos ao Senado tem três dígitos e o eleitor só pode escolher candidatos a senador do seu estado.

Como a ordem de votação não importa no resultado final, o candidato que obtiver o maior número de votos na primeira e na segunda opção somadas será eleito, assim como o segundo candidato mais votado.

A Justiça Eleitoral informa que não é possível votar duas vezes no mesmo candidato. Em caso de repetição, o segundo voto é automaticamente anulado.

Também não existe possibilidade de voto em legenda, quando o eleitor não escolhe um candidato, mas decide dar o seu voto para um partido ou coligação. Esse tipo de voto é válido somente para os cargos de deputado federal, distrital e estadual.

As eleições para o Senado são majoritárias, assim como para a Presidência da República e para os governos estaduais. Para o Senado, entretanto, não há possibilidade de segundo turno, então, no próximo domingo (7) já serão definidos os senadores que terão mandato de 2019 a 2027.

Ordem de votação

A ordem de votação na urna eletrônica será a seguinte: deputado federal; deputado estadual ou distrital; senador 1; senador 2; governador; presidente.

Fonte: Agência Senado

Crédito da imagem: Justiça Eleitoral